Teoria Musical para Fonoaudiólogos


Um pouco de teoria musical



                “Música é a arte dos sons combinados de acordo com as variações de altura, proporcionados segundo a sua duração e ordenados sob as leis da estética.” (PRIOLLI, 1982).

            Os três elementos fundamentais da música são:
·                          Melodia – sons sucessivos com sentido musical;
·                          Ritmo – duração dos sons;
·                          Harmonia – sons simultâneos executados de acordo com as leis que regem esse tipo de agrupamento.
   Observe que ao combinar melodia e ritmo já tem-se um sentido musical.

NOTAÇÃO MUSICAL
é a escrita da música.
            Os sons musicais são representados graficamente por sinais chamados notas: dó – ré – mi – fá – sol – lá – si.
            Essas 7 notas executadas sucessivamente formam uma série de sons chamada escala.
            Caso essa série de sons siga a ordem natural de execução tem-se a escala ascendente; seguindo a ordem inversa (si – lá – sol – fá – mi – ré – dó) tem-se a escala descendente.





            Normalmente, repete-se a nota DÓ ao término da escala ascendente e início da escala descendente.
            Pauta é o conjunto de 5 linhas e 4 espaços na qual escrevem-se as notas. As linhas são horizontais, paralelas e equidistantes. A pauta também é chamada de pentagrama.


           
         As linhas e os espaços da pauta são contados de baixo para cima. Porém, a pauta não é suficiente para escrever todos os sons. Por isso, usam-se linhas e espaços suplementares tanto superiores (acima da pauta) quanto inferiores (abaixo da pauta). Costuma-se limitar o seu uso a, no máximo, 5 linhas suplementares superiores e 5 inferiores.



CLAVES
são sinais colocados no início da pauta para determinar o nome da nota e sua altura na escala.
As claves são:


            A clave de sol é escrita na 2ª linha.

            A clave de fá é escrita na 3ª ou 4ª linha.

            A clave de dó é escrita na 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª linha.


            No canto coral utilizam-se a clave de sol para as vozes femininas e a de fá para vozes masculinas.
Na prática, quando se tem, por exemplo, a clave de sol (que é escrita na 2ª linha) sabe-se que o 2º espaço é lá; a 3ª linha é si; o 3º espaço é dó etc. Descendo o 1º espaço é fá; a 1ª linha é mi; o 1º espaço suplementar inferior é ré; a 1ª linha suplementar inferior é dó etc.


VALORES
            Para representar as várias durações dos sons, as notas são escritas de formas diferentes.
            As figuras de som (também chamadas de valores) representam os sons e sua duração.
         As pausas (também chamadas de figuras negativas ou valores negativos) indicam a duração de silêncio entre os sons.
As figuras mais usadas e suas respectivas pausas são:

            A semibreve é a figura de maior duração. É a única que compreende todas as outras figuras.



COMPASSOS
            É necessário determinar previamente o valor de cada som (cada nota) e sua duração (tempo). Por exemplo: determina-se que a semínima tenha a duração de 1 tempo. Consequentemente a mínima valerá 2 tempos (porque seu valor é o dobro da semínima). A semibreve, 4 tempos (são necessárias 4 semínimas para formar uma semibreve) e assim por diante.
            Os tempos são agrupados em porções iguais, constituindo unidades métricas chamadas compasso.
Compasso binário = grupos de 2 em 2 tempos
Compasso ternário = de 3 em 3 tempos
Compasso quaternário = de 4 em 4 tempos.
            Cada grupo de tempos, isto é, cada compasso é separado na pauta por uma linha vertical chamada travessão.

FONOAUDIOLOGIA                                                          
            Ao fonoaudiólogo que trabalha com voz é muito útil ter noção de música e até mesmo trabalhar com um professor de canto em sua equipe.
            Primeiro, porque o ouvido deve estar treinado e muito sensível, uma vez que, trabalha-se muito com dados subjetivos.
            Segundo, porque se atende muitas pessoas que, embora não sejam cantores profissionais, em algum momento utilizam a voz com esta finalidade (por exemplo, em suas igrejas).
            E terceiro, porque é importante avaliar a extensão vocal do indivíduo (número de notas que pode emitir, da mais grave a mais aguda); a classificação vocal (usada tanto na voz cantada como na falada); o registro vocal (diversos modos de emitir os sons da tessitura vocal) etc. Além, de aplicar melhor exercícios como, por exemplo, a execução de escalas musicais para alongar e encurtar as pregas vocais (eficaz no tratamento de fendas fusiformes) e outros.


Referências bibliográficas:
PRIOLLI, Maria Luisa de Mattos. Princípios básicos da música para a juventude. RJ: Casa Oliveira, 1982.
BEHLAU, Mara & PONTES, Paulo. Avaliação e tratamento das disfonias. SP: Louvise, 1995.

Comentários

  1. Olá. Meu nome é Rodrigo sou cantor, músico e estudante de FONOAUDIOLOGIA, fiquei surpreso ao ver que tem tudo mais a ver, minhas duas paixões. Então, vejo muito o que a música pode contribuir para os estudos da área.

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    1. Obrigada pelo feedback, Rodrigo!
      Continue investindo nessa área. Se você falar inglês recomendo que você invista numa certificação internacional. Dê uma olhada nesse link http://www.asha.org
      Boa sorte na sua carreira.

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